Sem dúvidas, Guerrero começou 2016 com o faro de gol
aguçado. Em 10 partidas oficiais soma seis e faz o serviço esperado desde a sua
chegada ao Flamengo, no meio do ano passado. Mas nesses mesmos 10 jogos o
atacante levou quatro cartões amarelos, o que causa certa preocupação pela possibilidade
de ser um desfalque num duelo importante. O peruano admitiu que fica difícil
controlar os nervos com as faltas recebidas, o que ajuda a explicar as
advertências por reclamação.
- Não fico ligado,
não penso nisso, estou focado em fazer meu trabalho dentro do campo. Só isso. A
“calentura” (clima quente) do jogo me faz reclamar muito. Eu apanho e levo o cartão.
Peço até que os juízes fiquem ligados. Apanho muito pelas costas e acabo
levando o cartão - disse ele, usando um termo em espanhol.
Mas para Guerrero, se existe algum problema na atual
temporada, ele para por aí. O atacante voltou a destacar sua forma física –
enaltecendo a melhor qualidade do trabalho físico desenvolvido pelo Flamengo em
2016 – e, por isso, se mostrou à disposição para atuar o máximo possível de partidas.
Inclusive o clássico contra o Vasco, no próximo dia 30, depois de defender a
seleção do Peru na véspera, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, contra o
Uruguai.
Confira outros principais trechos da coletiva de Guerrero:
Adaptação
Estou mais adaptado ao time e ao sistema do treinador. Não
só eu, mas toda a equipe. A boa fase do time é porque tudo está andando
direitinho, salários, forma dos treinamentos... todos se preocupando com a
forma do jogador. Na academia e no campo está tudo no caminho certo e por isso
tudo andando como se imagina e como todos esperam do Flamengo.
Pedir dispensa do Flamengo ou do Peru para disputar jogos
decisivos?
Difícil, tanto como para minha seleção como para o Flamengo.
Estamos disputando fase importante do Carioca, queremos ficar entre os quatro
primeiros. Mas com minha seleção estamos nas eliminatórias da Copa. Difícil
pedir dispensa de um dos dois, porque não são jogos amistosos.
Poderia enfrentar o Vasco?
Vou tentar. O treinador é quem escolhe, mas quero estar em
todos os jogos que puder.
Fase de artilheiro
Não vim só para fazer gol, mas para ajudar. Se tiver
possibilidade de fazer gol, vou fazer. Mas se for melhor dar o passe, dou.
Quero ganhar todos os jogos e quero participar das jogadas ofensivas. Quero dar
um passe ou posso tirar a marcação para outro companheiro infiltrar.
Mudança do trabalho no Flamengo e busca por títulos
Hoje vejo um trabalho mais sério aqui dentro do Flamengo.
Todos estão se preocupando, não só comissão e jogadores. Todo o Flamengo tem dado
o melhor para os atletas. O trabalho coletivo na academia, dentro do campo é
profissional. Temos um elenco qualificado e tem que estar na briga por títulos.
Objetivo é ser campeão do Carioca e da Primeira Liga que já estamos jogando.
Agora começa a Copa do Brasil, mas nessas duas competições já estamos num
estágio mais avançado.
Desgaste físico
Estou cansado. Mas tento descansar bem, comer bem para estar
bem para o jogo. Estamos fazendo bom relaxamento depois dos jogos para estar
bem no próximo. Por isso não vamos ter problema.
Forma física atual
Trabalhos físicos têm sido muito bons. Quando cheguei no Flamengo
deixei de fazer minha rotina e perdi um pouco. Mas estou voltando e quero
melhorar. Agora estou no caminho.
Vantagem no Fla-Flu por conhecer o Pacaembu?
É verdade, tenho um cavalo chamado Pacaembu. Todos conhecem
o gramado desse estádio. É pesado, alto mas se joga bom futebol. Não sei se a
gente leva vantagem por conhecer o campo, pois a maioria já jogou lá.
Se acha um jogador carismático junto à torcida?
Não sei como posso responder isso... Meu jeito de comemorar
os gols é com meu time. Gosto de valorizar o trabalho em conjunto.
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