Com 112 jogos e 35 gols como profissional do clube divididos em três passagens, o jogador de 32 anos deixou o Flamengo em 2013, sob a alegação de que era muito caro. Mas a aparição no Ninho mexeu com coração de Ibson, que admitiu ter em seu íntimo o desejo de voltar.
- Vou ser sincero: me deu vontade, sim. Deu aquela balançada - disse.
Ibson tem contrato com o Minnesota até dezembro de 2017. Adaptado aos Estados Unidos e com sua equipe confirmada na MLS (Major League Soccer - principal liga local) para o ano que vem ou no máximo até 2018, não pensa numa transferência. Mas, se uma brecha for aberta para voltar a defender o clube que o revelou, o pensamento muda.
- Hoje estou bastante feliz lá e, com minha esposa (Cinthia) e filhos (Ibson Júnior e Alicia) adaptados, não penso em sair. Mas futebol é muito dinâmico, e todos sabem do carinho que tenho pelo clube e pelas pessoas que estão lá. O Flamengo mexe e sempre vai mexer comigo.
Confira abaixo outros trechos do papo com Ibson, em que explica como surgiu a ideia de se reabilitar no Fla, coloca fé no Rubro-Negro para 2016, elogia a nova estrutura do Ninho e celebra reencontro com ex-companheiros e funcionários.
Como surgiu a oportunidade de se tratar no Flamengo e qual o grau de sua lesão?
Não sei especificamente como está minha lesão, mas foi pequena. Como o time viaja para o México (joga contra reservas do Pachuca, Cruz Azul e seleção mexicana sub-20) na segunda-feira, e eu teria de ficar tratando sozinho com o pessoal da fisioterapia, o pessoal me liberou ficar aqui até o dia 20. Nada melhor do que ficar em casa e com os amigos. Conversei com o Rodrigo Caetano e, graças a Deus, ele aceitou.
E o retorno à casa: foi positiva?
A volta foi bacana, pude rever amigos de longa data que lá estão e fui muito bem recebido. Agradeço muito ao Flamengo por ter aberto portas para poder me tratar, ao Rodrigo Caetano, ao doutor (Márcio) Tannure. É uma volta ao clube que me projetou pro futebol brasileiro.
Claro. Tem o pessoal que me conhece desde pequeno: Jorginho, Deni, Russo (massagistas) Clebinho (roupeiro). Desde os massagistas aos seguranças. Foi bacana demais rever esse pessoal todo.
Jogou com muita gente que está nesse elenco?
É o que mais tem: Paulo Victor, Wallace, Arão, Guerrero, Sheik, Gabriel. Tem mais... O Pará, com quem joguei no Santos - Ibson ainda jogou com Kayke, Nixon e Everton do atual grupo.
Qual foi sua reação ao ver o CT reformado?
Quando cheguei lá, fiquei feliz. Passei minha vida toda ali, e você cria um vínculo muito grande. Fico feliz de poder voltar. Não nas condições que queria, mas é muito bom ver como está o Flamengo. Ficou muito bonito, pelo menos fisiologia e academia. Ainda não andei tudo, mas vou ver muita coisa ainda. Fico ainda mais feliz porque tem o Muricy. Trabalhei com ele no Santos, é muito capacitado, e o Flamengo está num caminho muito bom.
Com o atual elenco e uma nova estrutura, é possível pensar em título brasileiro?
O Flamengo está com uma estrutura boa, elenco bom e muito forte. Além disso tem um grande treinador. Acho que tem, sim, condições de brigar por títulos em competições importantes. E é onde o Flamengo tem que estar. Clube grande, com uma das maiores torcidas do mundo e com condições boas de trabalho, como não se via há muito tempo. É notório.
Fonte:Globoesporte.com
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